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A resiliência do mercado de segunda residência após a consolidação do trabalho híbrido

Vasily Egorov By Vasily Egorov 2 de fevereiro de 2026
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Alex Nabuco dos Santos analisa a resiliência do mercado de segunda residência.
Alex Nabuco dos Santos analisa a resiliência do mercado de segunda residência.
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Alex Nabuco dos Santos interpreta que a consolidação definitiva do trabalho híbrido em 2026 alterou de forma estrutural a lógica das segundas residências no Brasil. O que antes era tratado como ativo de uso esporádico ou de lazer passou a ocupar posição mais funcional dentro da estratégia patrimonial de famílias e investidores. Essa mudança não ocorreu por impulso, mas como resposta a transformações duradouras na forma como as pessoas distrtrabalho híbridoibuem tempo, trabalho e moradia.

Contents
Trabalho híbrido como fator econômico, não comportamentalA nova lógica de ocupação desses ativosLocação como complemento estrutural de rendaResiliência em ciclos econômicos mais restritivos Uma mudança estrutural, não conjuntural

A reorganização do cotidiano profissional reduziu a centralidade absoluta dos grandes centros durante toda a semana. Com isso, localidades antes associadas apenas a finais de semana ou férias passaram a ser utilizadas de maneira recorrente. 

Trabalho híbrido como fator econômico, não comportamental

Conforme avalia Alex Nabuco dos Santos, o impacto do trabalho híbrido sobre o mercado imobiliário vai além da mudança de estilo de vida. Trata-se de um fator econômico objetivo, capaz de alterar padrões de demanda e uso do espaço. Quando a presença física diária deixa de ser obrigatória, a equação entre localização, tempo de deslocamento e qualidade de vida se reconfigura.

Nesse contexto, a segunda residência deixa de competir apenas com o lazer e passa a competir com a residência principal em determinados períodos. O imóvel ganha função dupla, servindo tanto como moradia temporária quanto como base de trabalho, o que amplia sua utilidade econômica e reduz a ociosidade ao longo do ano.

A nova lógica de ocupação desses ativos

Alex Nabuco dos Santos percebe que a taxa de ocupação das segundas residências mudou de patamar. Em vez de uso concentrado em feriados e temporadas específicas, muitos desses imóveis passaram a ser ocupados em blocos semanais ou quinzenais. 

Trabalho híbrido e mercado de segunda residência avaliados por Alex Nabuco dos Santos.
Trabalho híbrido e mercado de segunda residência avaliados por Alex Nabuco dos Santos.

Além disso, o padrão de exigência do usuário se elevou. Conectividade, infraestrutura local e serviços passaram a ser critérios tão relevantes quanto vista, lazer ou exclusividade. O imóvel que atende a essas condições tende a se destacar, enquanto ativos mais desconectados da nova rotina enfrentam maior dificuldade de reposicionamento.

Locação como complemento estrutural de renda

Sob outro ângulo, Alex Nabuco dos Santos aponta que a locação deixou de ser apenas alternativa ocasional e passou a integrar a estratégia financeira de muitos proprietários de segunda residência. A maior previsibilidade de uso permite organizar períodos claros de disponibilidade, viabilizando modelos de locação mais eficientes.

Essa renda complementar não depende exclusivamente de turismo tradicional. Profissionais em regime híbrido, famílias em transição e empresas buscando soluções temporárias passaram a compor a demanda. 

Resiliência em ciclos econômicos mais restritivos 

Alex Nabuco dos Santos destaca que a nova função das segundas residências contribui significativamente para sua resiliência em cenários econômicos mais desafiadores. Quando um imóvel é utilizado de forma recorrente e possui potencial de gerar renda, a pressão para venda em momentos de ajuste econômico tende a diminuir. Essa característica é crucial para entender por que certos mercados de segunda residência conseguiram manter preços relativamente estáveis, mesmo fora de ciclos de crescimento econômico. 

Entretanto, nem todas as segundas residências se beneficiam da mesma maneira. Alex Nabuco dos Santos faz uma distinção importante ao elucidar que a resiliência não é homogênea. Imóveis que estão mal conectados, que possuem infraestrutura limitada ou que dependem exclusivamente do turismo sazonal continuam a ser vulneráveis a flutuações econômicas. Por outro lado, regiões que oferecem acesso facilitado, uma boa oferta de serviços e a capacidade de absorver permanências mais longas tendem a concentrar os ganhos desse novo ciclo. 

Uma mudança estrutural, não conjuntural

Por fim, conclui-se que a resiliência do mercado de segunda residência não decorre de um fenômeno passageiro, mas de uma reorganização estrutural do trabalho e da vida urbana. Nesse novo arranjo, imóveis capazes de atender a múltiplas funções tendem a preservar valor e liquidez mesmo em cenários mais exigentes. A segunda residência deixa de ser exceção no patrimônio e passa a ocupar papel estratégico para quem pensa alocação imobiliária com visão de longo prazo.

Autor: Vasily Egorov

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